quarta-feira, 29 de abril de 2015

Mega-Sena: A mina de ouro e o olho grande

75% da arrecadação das loterias fica com o governo
O governo federal acaba de anunciar o reajuste no valor da aposta da Mega-Sena. Um dos jogos de azar mais populares organizados pela Caixa é também um símbolo do apetite voraz do governo.

Alguns dados: em abril do ano passado, o valor da aposta subiu de R$ 2,00 para R$ 2,50 (aumento de 25%, inflação de 7% ao ano). Agora o valor passa para R$ 3,50 (aumento de 40%, inflação de 8%). Nos últimos 12 meses, período que teve inflação oficial de 8%, a diferença no valor da aposta, de R$ 2,00 para R$ 3,50, é de 75%. Faz lembrar a conta da luz.

Para o apostador, pagar 1 real a mais em cada aposta pode parecer pouco, mas para o governo, faz uma bela diferença. O sorteio arrecada, a cada jogo, cerca de R$ 30 milhões, dos quais apenas 25% são destinados aos acertadores do prêmio principal, de seis números, da quina e da quadra. Os outros 75% são diluídos em imposto de renda, INSS, FIES, Fundo Penitenciário, Fundo Nacional da Cultura, Comitê Olímpico etc. etc.. Ou seja, se perde nos cofres do governo. Isso representa mais de R$ 22 milhões por jogo que vão para o saco sem fundo de Brasília.

Como são dois jogos por semana, no ano a conta ultrapassa folgado a casa de R$ 2,3 bilhões. Isso antes do último reajuste. A partir de maio, a “mamata” vai para além dos R$ 3,3 bilhões por ano. E tem ainda a Quina, Loto Fácil, Loteria Federal e uma infinidade de jogos de azar (para o apostador) e sorte (para o governo).

Joaquim Levy e o ajuste fiscal da Dilma agradecem.








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