sexta-feira, 24 de abril de 2015

Republicano, pero no mucho.

Sartori pediu para União liberar pagamentos atrasados,
mas Levy priorizou ajuste fiscal do governo federal
O governador do RS, José Ivo Sartori, criou um importante fato político na manhã desta sexta-feira, ao anunciar que vai atrasar o pagamento da dívida com a União. A medida, ousada e corajosa, que Sartori descreveu como "extremada" e motivada pela grave situação financeira do governo do Estado, é um paliativo que vai permitir o pagamento da folha do funcionalismo neste mês.

A decisão foi tomada após o governador ouvir a recusa, na véspera, dos repasses da União ao Estado, próximos de R$ 200 milhões, atrasados desde janeiro. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, apesar de se dizer sensibilizado com o drama financeiro do governo gaúcho, informou que o ajuste fiscal do governo federal está forçando o bloqueio de recursos nos cofres de Brasília. A prioridade, portanto, é fechar as contas do governo federal, mesmo com o dinheiro alheio, conforme O Blog do Werner já havia comentado ontem.

Na entrevista concedida no Palácio Piratini, o governador frisou que não se trata nem de "retaliação" nem de "calote", porque o pagamento à União deverá ser honrado dentro de alguns dias. Apenas é um "adiamento" emergencial.

O problema é que o atraso no pagamento da dívida do Estado com a União poderá acarretar sanções, como o bloqueio de outros recursos, por parte do governo federal, o que agravaria a situação do Rio Grande mais adiante. Já o governo do Estado não pode fazer nada quando a União fica com o seu dinheiro, e não repassa o que deveria. O máximo é correr com o pires na mão a Brasília e torcer para não voltar com ele vazio, ou apenas com a promessa de "quem sabe um dia...".

A relação republicana entre a União e os demais entes da federação, estados e municípios, não é tão republicana assim.








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