quinta-feira, 7 de maio de 2015

Eleições britânicas: rapidez ou segurança na apuração?


Reino Unido encerra eleições e conta os votos. Em papel.
Encerrado o período de votação para a nova composição do parlamento britânico, que vai definir se o governo segue nas mão de David Cameron ou troca de comando, é hora de apurar os resultados.

Inglês não tem pressa. Tem compromisso. O voto de cada eleitor é registrado à mão no bom e velho papel, que é depositado em uma urna e depois contado por batalhões de voluntários, observados por legiões de fiscais de todos os partidos.

Neste caso, não se trata de apego a velhas tradições, um traço marcante da cultura inglesa. A escolha diz respeito a confiabilidade, outra característica da sociedade britânica.

Uma das nações mais desenvolvidas do planeta prefere manter a segurança do voto escrito, e a possibilidade de conferência e recontagem, do que o anúncio rápido do resultado e a possibilidade de fraude.

Seria de causar orgulho do nosso governo, afeito a arroubos tecnológicos e pirotécnicos, que oferece um sistema que nem precisa ser auditado, nem conferido, nem ter o processo acompanhado ou os votos recontados. E, mesmo se alguém quisesse, não poderia. Não tem como.

Orgulho do avanço "traquinológico" do nosso pais. É pra ingrêis vê...









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