quinta-feira, 4 de junho de 2015

O ‘X’ da questão do financiamento público


Combate à corrupção é discurso diversionista.
O objetivo mesmo é engessar a oposição,
limitando sua capacidade financeira,
e pavimentar o caminho para a perpetuação no poder.

O maior interessado no fim do financiamento privado para campanhas eleitorais é o PT, que defende ostensivamente o financiamento público exclusivo. Ou seja, para os petistas, é o contribuinte que deve sustentar os partidos, como se houvesse dinheiro público sobrando ou não existissem necessidades mais urgentes.

Mas o discurso de que o financiamento das empresas é a raiz da corrupção é uma cortina de fumaça. Se acreditassem mesmo nisso, bastaria não aceitarem o dinheiro das empresas e não se corromperem quando estivessem no poder. O problema da corrupção é de caráter.

O que realmente mobiliza os petistas é que o Fundo Partidário e um eventual novo Fundo Eleitoral com dinheiro público, como defendem, é uma fonte garantida, mas limitada. Com a enorme quantidade de partidos para dividir o bolo, o que sobra para cada um fica muito abaixo do que se costuma gastar nas campanhas.

E é aí que o PT leva vantagem sobre os partidos de oposição: estes não poderiam buscar mais recursos de doadores privados, ao passo em que o PT e seus aliados, que estão no poder e empregam dezenas de milhares de filiados nos incontáveis Cargos em Comissão da máquina administrativa federal por todo o país, arrecadam mensalmente, de cada um, uma “contribuição voluntária”, um pedágio que cada companheiro que é agraciado com um cargo destina ao generoso partido que lhe ofereceu a vaguinha.

A "contribuição" rende milhões por mês ao partido. E partidos que não estão no governo não têm essa mamata.

Portanto, uma forma institucionalizada de garantir, além dos Fundos, mais dinheiro público para financiar quem já está no poder para que continue lá, e ao mesmo tempo limitar a capacidade financeira das oposições.

Dinheiro público, sim, porque quem paga os salários dos CCs, de onde sai a "contribuição" que irriga o caixa dos respectivos partidos, é o contribuinte.

E, claro, tem ainda os recursos de meios não tão “lícitos”, como o “petrolão” e outros tantos esquemas que teimam em ser revelados quase diariamente. Mas esse é um capítulo à parte na novela Projeto de Poder Perpétuo do PT.









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