domingo, 28 de junho de 2015

Obama e a Dama da Mandioca

Quem é esta senhora que vai aos Estados Unidos
se dizendo representante do Brasil?

Dilma Rousseff desembarcou em Nova York neste fim de semana para uma série de eventos e reuniões, que vão até terça. A mais importante é com o presidente Barack Obama, com quem terá um jantar e uma reunião no Salão Oval da Casa Branca, seguida de uma entrevista coletiva. Participará também de encontros com investidores, de quem tentará atrair recursos para o Brasil, oferecendo filões em setores milionários de infraestrutura, no intuito de deslanchar o seu Programa de Investimentos em Logística, apresentado há duas semanas, que não passa de uma bela carta de intenções impraticáveis.

Tudo normal, não fosse a Dama da Mandioca a se apresentar aos gringos como a legítima representante dos brasileiros. Com menos de 10% de aprovação da população, Dilma só está ainda no poder por causa do Estado de Direito, não pela vontade do povo. Belo momento de reflexão sobre o significado do termo "democracia", que originalmente queria significar que é o povo que tem o comando.

Mas não é só a popularidade da pretensa representante da nação que escancara a falta de legitimidade de sua permanência no poder. Os desdobramentos da operação Lava Jato, e tantos outros escândalos que o antecederam, há tempos já não deixam dúvidas sobre a maneira fraudulenta que a dirigente, seu antecessor, o "Brahma", e seu partido chegaram ao poder, lá se perpetuam e, enquanto isso, dilapidam o patrimônio da nação em nome de sua causa e de seu projeto. Houvesse algum vestígio de dignidade, a renúncia de Dilma seria fato consumado há muito tempo.

Não bastasse isso, a desastrada condução da economia e de outros temas críticos ao desenvolvimento da segunda maior economia do continente colocaram o país em marcha a ré. Recessão, inflação crescente e desemprego aumentando fazem do Brasil a exceção entre os emergentes e até mesmo os vizinhos latinos. À exceção da Rússia, sufocada por embargos econômicos motivados pela crise com a Ucrânia e a anexação da Crimeia, e da Venezuela, sequestrada pela tirania da ditadura chavista-bolivariana de Maduro. O discurso da "crise internacional" perdeu sua validade há anos, mas segue sendo a desculpa do governo para mascarar sua incompetência, visível no encolhimento do PIB deste ano, que deve se aproximar de -2%, o pior desempenho em 25 anos.

Os americanos enxergam longe, muito além de suas fronteiras. Sabem o que se passa por aqui. Aliás, o mundo todo sabe; só o governo finge que não. O jornal “The Washington Post”, neste domingo, publicou um duro editorial, a propósito da visita de Dilma à "América". “A presidente enfrenta o desafio de sobreviver no Planalto e tentar governar por mais três anos e meio”, diz o texto, intitulado “Um retrocesso no Brasil”. O editorial aponta a recessão econômica e o caso Petrobras – “o maior escândalo de corrupção na história do país, com dezenas de empresários e mais de 50 integrantes do Congresso implicados” – como entraves que “provocam uma crise na democracia brasileira”. Fala ainda das promessas mentirosas da última campanha, que se revelaram cruéis medidas adotadas já nos primeiros dias do novo mandato, e sugere que Dilma dificilmente reverterá a crise que seu próprio governo criou, já que carece de respeito da sociedade, perdeu o controle do Congresso e está sitiada pelo avanço das investigações de corrupção.

Depois de discursos inusitados proferidos na semana que antecedeu a viagem, com saudações à mandioca, considerada por Dilma "a maior conquista do Brasil", e referências ao "homo sapiens e à mulher sapiens...", entre outras falas que exploraram toda a sofisticação do vocabulário e do raciocínio típicos do "dilmês", esta senhora vai se apresentar ao mundo, através das vitrines da Casa Branca, como representante da grande nação brasileira.

Felizmente a maior parte do planeta não entende português, e não terá a oportunidade de saborear as pérolas de Dilma em suas falas espontâneas. Felizmente haverá bravos tradutores para transformar suas asneiras em frases conexas para os interlocutores americanos. Felizmente lerá discursos prontos em algumas oportunidades, previamente elaborados por sua equipe de comunicação.

Felizmente, para nos poupar de maiores vexames, todo o aparato necessário está montado para a farsa funcionar.

Mas daqui, acompanhando pela TV, continuaremos nos perguntando: quem é esta mulher? O que esta farsante está fazendo em nosso nome nos Estados Unidos?









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