segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Governo louco, ouvido mouco.



"Devo, não nego, pago quando puder..."
A frase do malandro caloteiro ecoou no Planalto hoje, adaptando-se, em dilmês, a cada boca da qual era pronunciada. Isso em plena ressaca da segunda maior manifestação popular contra o governo deste ano, e uma das maiores da história do país.

Dilma, de novo, não ousou se pronunciar, ressabiada com mais panelaços. Mandou seu comunicador Edinho Silva dizer que o governo "viu as manifestações dentro da normalidade democrática". E só. Não deu qualquer resposta. Não se importou, ou fez de conta que não, com a terceira leva de milhões de brasileiros indignados.

Eduardo Cunha elogiou o "caráter ordeiro" das manifestações. Renan Calheiros disse que "não é hora de falar das manifestações, é hora de ouvir".

Brasília não tem o que dizer. Não sabe o que dizer. E o que o povo quer ouvir, não é o que querem dizer. Então dizem nada. Como se nada estivesse sendo pedido, e como se estivesse tudo muito bom, tudo muito bem. Tudo dentro da "normalidade democrática"...

O governo de Dilma Rousseff, que já não governa, tem hoje apenas uma agenda: manter-se lá. O que implica, neste momento, em fechar os ouvidos, os olhos e a boca. "Deixa quieto... Quem sabe passa..."








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