quinta-feira, 30 de abril de 2020

O enigma de Nosferatu



As motivações e conexões que levaram
Alexandre de Moraes a barrar Ramagem na PF

Recordar é viver: Collor indicou Marco Aurélio Mello seu primo, para o STF. Entre outros amigos, conhecidos e pessoas de confiança para ministérios e cargos-chave, inclusive na PF.

FHC indicou Gilmar Mendes, seu amigo, para o STF. Entre outros amigos, conhecidos e pessoas de confiança para ministérios e cargos-chave, inclusive na PF.

Lula indicou Dias Toffoli, seu amigo e advogado, para o STF. Nomeou José Dirceu, seu amigo, como ministro da Casa Civil. Entre outros amigos, conhecidos e pessoas de confiança para ministérios e cargos-chave, inclusive na PF.

Dilma nomeou Franklin Martins, seu comparsa dos tempos de guerrilha, como ministro. Entre outros ex-guerrilheiros amigos, conhecidos e pessoas de confiança para ministérios e cargos-chave, inclusive na PF. 

Temer indicou Alexandre de Moraes, seu amigo, para o STF. Entre outros amigos, conhecidos e pessoas de confiança para ministérios e cargos-chave, inclusive na PF.

Bolsonaro nomeou Onyx Lorenzoni, seu amigo, como ministro da Casa Civil, e depois da Cidadania. Entre outros amigos conhecidos e pessoas de confiança para ministérios e cargos-chave.

Bolsonaro nomeou Alexandre Ramagem — seu conhecido desde o 2° turno da eleição, por ter sido integrante de sua segurança pessoal indicado pelo governo Temer — para diretor da ABIN, a Agência Brasileira de Inteligência, o nosso 'serviço secreto'.

Com a saída de Valeixo, Bolsonaro quis deslocar Ramagem da ABIN para o comando da Polícia Federal. A Federação Nacional dos Policiais Federais entendeu que era uma boa escolha, pelo histórico e perfil de Ramagem. Então aparece o ministro Alexandre de Moraes, que impede a nomeação, em uma decisão individual, monocrática e ilegal, baseada não em fatos, mas exclusivamente em hipóteses.

A cortina de fumaça começa a se dissipar. O argumento da "proximidade" de Ramagem com a família Bolsonaro, usada para blindá-los, não parou em pé. A possibilidade de uma eventual "interferência política" na PF idem.

Até Michel Temer, em entrevista ao Canal Livre da Band, foi taxativo em assegurar a prerrogativa do Presidente de nomear o comando da PF, e a necessidade de ter pessoas de sua confiança, porque a Polícia Federal integra, por lei, o Sistema Nacional de Inteligência, e abastece a Presidência de informações estratégicas de inteligência. Sempre foi assim, até Temer afirmou. Há uma distância enorme entre informações de inteligência e informações sobre inquéritos sigilosos da PF, estes suficientemente imunes a ingerências externas, como afirmam os próprios policiais federais.

A campanha de desinformação que integra a guerra contra Bolsonaro soube explorar com ardilosa maestria essa cortina de fumaça de duas camadas: a "amizade com Bolsonaro" e a "interferência" do Presidente. Uma deturpação canalha de conceitos, que, potencializada pela mídia, rapidamente seduziu boa parte de ingênuos e pouco informados brasileiros.

Mas o tempo é o senhor da razão. Nada resiste à verdade que vem com ele.

Ao sair do governo, o ex-ministro Sergio Moro revelou ter sugerido um nome ao presidente Bolsonaro para assumir o comando da Polícia Federal. O nome apontado para substituir Maurício Valeixo foi o delegado Disney Rosseti. A sugestão foi rejeitada imediatamente por Bolsonaro.

Rosseti, o atual número 2 da PF, e diretor interino até a nomeação do próximo diretor-geral, é ligado ao ministro Alexandre de Moraes, que é responsável pelo controverso e ilegal inquérito das 'fake news' que corre em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).

A relação entre Moraes e Rosseti se estreitou no período em que o magistrado foi ministro da Justiça no governo Temer, entre 2016 e 2017, e o delegado federal comandava a superintendência da PF em São Paulo. Na gestão de Rosseti, a Lava Jato paulista praticamente não avançou, apesar das inúmeras delações envolvendo suspeitas de corrupção no governo estadual.

No ano passado, a pedido de Moraes, Rosetti indicou o delegado Alberto Ferreira Neto para comandar as investigações sobre as supostas ameaças a ministros do STF. Ferreira Neto foi o segurança do ex-governador paulista Geraldo Alckmin, do PSDB, na eleição presidencial de 2018. Moraes tem ligações muito próximas com o PSDB paulista, onde era filiado, encabeçado pelo governador João Doria, que dispensa maiores apresentações. Todos ja conhecem a trajetória do governador que se elegeu sobre o nome de Bolsonaro, para depois se transformar em um de seus mais agressivos adversários, de olho em sua cadeira.

Não bastasse o absurdo em si, a decisão de Alexandre de Moraes, nitidamente ilegal e sem qualquer motivação concreta amparada na legislação, é incoerente consigo mesma. Se Ramagem não pudesse ser diretor da PF, também não poderia ter sido da ABIN, e Valeixo não poderia ter sido o anterior, por sua relação próxima com Moro. E nem Disney Rosseti poderia ser o próximo, por causa de Alexandre de Moraes. Mas, neste último caso, obviamente o Nosferatu do Supremo não se oporia. Ao contrário, derrubaria sumariamente qualquer eventual ação para impedí-lo.

O argumento de Alexandre de Moraes é descabido, e sua liminar é imprópria, porque não cabe a um ministro monocraticamente usurpar a prerrogativa expressa em lei do Presidente da República. Moraes é incompetente para tomar essa decisão. Também no sentido jurídico da palavra.

E agora começam a aparecer suas motivações.

Em outra oportunidade, falaremos mais sobre elas, focando o episódio ainda nebuloso que envolve o nome de Adélio Bispo e suas conexões, que Moro e Valeixo optaram por engavetar, e Ramagem estava prestes a colocar novamente sobre a mesa.









quarta-feira, 29 de abril de 2020

O Mecanismo tem medo


Ramagem está sendo impedido para dirigir a PF porque tem gente muito preocupada. Não por ele ser amigo da família de Bolsonaro, desde que se conheceram quando fez a segurança pessoal do Presidente na reta final da campanha. Não porque isso poderia facilitar alguma "interferência política" na instituição. Esse argumento é a cortina de fumaça. O bode na sala. A arte — nos dois sentidos — do ilusionista quando nos faz olhar para a mão que segura a batuta enquanto prepara o truque com a outra.

Ramagem era o diretor da ABIN. A Agência de Inteligência. Quase um Serviço Secreto. Próximo do Gen. Heleno, que o colocou lá. Heleno é o ministro do GSI, Gabinete de Segurança Institucional. Como militar estrelado, tem acesso à Inteligência Militar.

Ramagem na Polícia Federal pode colocar a corporação para trabalhar, com as informações de que dispõe, em investigações que a antiga direção, e até o ex-ministro Moro, preferiram engavetar.

Quem mandou Adélio Bispo matar Bolsonaro e quem pagou seus advogados é só uma delas. Altos magistrados suspeitos de corrupção pesada, grandes caciques políticos mascarados de paladinos da moral, lideranças de facções criminosas que mantêm "diálogos cabulosos" com esses outros, os verdadeiros envolvidos na morte daquela vereadora do Rio, enfim, tem muita gente tremendo as bases.

Ramagem é uma grave ameaça ao Mecanismo que precisa ser neutralizada.










segunda-feira, 27 de abril de 2020


Moro interferia na PF, dizem delegados


A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal enviou carta (imagens abaixo), no final do ano passado, ao então diretor-geral da PF Maurício Valeixo, reclamando, entre outras demandas não atendidas pelo Ministro da Justiça Sergio Moro, de INTERFERÊNCIA POLÍTICA em suas operações vindas do gabinete do próprio ministro.

Os itens 12, 13, 14 e 15 vão direto ao ponto e são bem específicos.

Valeixo encaminhou o ofício a Moro, que o deixou em alguma gaveta. Nada aconteceu em relação às reclamações dos delegados, e nem a carta foi tornada pública. Até agora.

O único fato grave, e nebuloso, foi a saída cinematográfica de Moro do Ministério, orquestrada em conjunto com sua assessora de imprensa Giselly Siqueira, que é casada com o repórter da Globo Vladimir Netto, que é filho de Miriam Leitão, arquiinimiga de Jair Bolsonaro.

No pronunciamento que antecedeu seu comunicado de deserção, Moro acusou o Presidente da República de querer interferir na PF, por substituir seu diretor-geral, o que é de sua prerrogativa, definido em lei.

O que, aliás, todos os presidentes anteriores, sem exceção, também fizeram. Cada um deles, em algum momento, substitui o diretor da PF, e isso nunca foi um escândalo. Porque de fato não é. A imprensa até noticiava, mas como qualquer outro ato corriqueiro da competência do Presidente.

O chilique da extrema imprensa agora não é pelo que está sendo feito, mas por QUEM está fazendo.
Moro, que se aliou a essa mesma extrema imprensa em sua estratégia — que vai ficando cada vez mais clara —, esquece de sua própria atuação e puxa o mantra "Bolsonaro quer interferir na PF", que toda a mídia marrom repete sem parar, e arrasta toda a manada para encorpar a cantoria.

Mas, ao mesmo tempo, representantes dos Delegados afirmam categoricamente que não houve e não há interferência de Bolsonaro. Assista aos vídeos, de entrevistas à CNN:





Veja a íntegra do ofício da ADPF:
















domingo, 26 de abril de 2020


Verdades toscas e mentiras sofisticadas


Bolsonaro sempre foi assim. Jeito tosco de falar, mas autêntico e direto. E não vai mudar. Nós o elegemos assim. Porque importa mais o grande projeto de reconstrução do país que ele se propôs a liderar. E vem conseguindo, contra todas as forças que, sem parar, atuam para impedi-lo.

Querer que, agora, ele tenha a polidez de um lorde é mesquinharia. É tirar o foco do que importa! É justamente o discurso que a "resistência" espalha, e muitos que se diziam apoiadores acabam aderindo, e revelam que não estavam assim tão alinhados com o projeto.

A revolução que ele está iniciando na administração federal é gigante! Nunca se viu nada assim na história do Brasil! Ministérios e estatais sem ingerência de partidos e de seus caciques! 14 meses sem NENHUM caso de corrupção! Estatais dando lucros depois de anos de prejuízos porque ele trocou a corrupção por gestão!

Que decepção com esses "apoiadores" que diziam querer a "nova política" e tão cedo já estão abandonando a única alternativa que temos para levar isso adiante! Que memória curta! Um falso escândalo criado por Moro [cujas máscaras em camada começam a cair], que toda a "resistência" aproveita para tornar ainda maior do que é para finalmente derrubarem aquele que tanto os incomoda, e que impede a volta da antiga podridão, e esses apoiadores cegamente vão se juntando à manada e facilitando a vida dos sabotadores.

Até parece que não há uma equipe fantástica de homens honrados e respeitados ao seu redor. Como se ele fosse mesmo um lunático gritando sozinho pelos corredores do Planalto!

Gigantes da estatura de Guedes, Pontes, Tarcísio, Tereza, Campos Neto, Montezano, os generais e tantos outros, todos ali colocando não a sua "biografia", mas o seu empenho em favor do projeto proposto e liderado por Bolsonaro!

E os "isentões" com nojinho do jeito tosco de falar...

É frustrante!

Melhor se não tivessem entrado no barco, do que saltar dele em meio à tempestade, quando mais o capitão precisa!

Eu prefiro verdades toscas a mentiras sofisticadas!

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."

Boa semana a todos!











As máscaras de Sergio Moro


Giselly Siqueira, assessora de comunicação
de Sergio Moro, é nora de Miriam Leitão

Atrás da máscara que caiu, havia outras máscaras.

Sergio Moro, o gigante que se apequenou, vai ao Fantástico. Nada podia ser mais revelador.

Não assisti. Não assisto à Globo há tempos. Meu tempo é muito precioso para ser desperdiçado ali. Já conhecemos seu perfil e sua guerra insana para derrubar Bolsonaro. Informação mesmo, de verdade, encontra-se em muitas fontes. Ali existe apenas militância, desinformação, sensacionalismo e (de)formação de opinião. Refiro-me ao "jornalismo" da emissora. O restante da programação é só lixo e depravação mesmo.

Mas o Moro no Fantástico...

Depois de se revelar desleal, ingrato e traidor, aquele que foi um dia um excepcional juiz no combate à corrupção revelou-se também um conspirador. Escolher a Globo, primeiro através do JN para vazar conversas privadas e depois o Fantástico para levar adiante sua narrativa vitimista e, ao mesmo tempo, revanchista, deixa ainda mais claro que há um plano a ser levado adiante, e não apenas uma inconformidade com seu antigo chefe que o motivasse a abandonar o time.

Moro está mirando muito à frente. Usar a Globo para ampliar a visibilidade de sua narrativa é estratégico para angariar apoios. E obviamente não está sozinho nessa empreitada. O tempo, ou talvez outro agente, se encarregará de revelar seus parceiros.

Desde já, é certo que se trata de adversários políticos de Bolsonaro e, portanto, interessados em abortar seu projeto de reconstrução do pais, pelo qual foi eleito. Meu saudoso pai diria: "se bandeou pro outro lado".

Em tempo: o acerto de Moro com a Globo não foi um improviso. Como poucos sabiam, sua assessora de imprensa no Ministério da Justiça e Segurança Pública, Giselly Siqueira, é esposa de Vladimir Netto, repórter da Globo, filho de Miriam Leitão, conhecida desafeta de Bolsonaro. A matéria do Fantástico foi conduzida por Vladimir.

Não apenas a estratégia da dobradinha Moro/Globo perde a máscara, mas também os constantes vazamentos que antecederam a saída do ex-ministro, que alimentaram a extrema imprensa para incendiar o noticiário. O ex-ministro encarregou-se de revelar a fonte: o próprio Sérgio Moro, através de sua assessora Giselly.

Quantas máscaras ainda haverá por trás destas?










sábado, 25 de abril de 2020


O gigante se apequenou


O tempo é o senhor da razão. A cada dia, baixando a poeira, e a temperatura das emoções, tudo vai se tornando mais claro.

Sergio Moro encerrou sua passagem pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública de maneira incompatível com sua biografia, que tanto queria preservar, como alegou em algumas de suas últimas palavras como ministro.

O próprio pronunciamento, observado agora à distância, e colocado dentro de todo o contexto que cerca o episódio, revela nuances que o calor do momento não permitia enxergar. Moro não demonstrou preocupações com a nação, o povo brasileiro, os destinos do país, e as grandes e necessárias transformações que começamos a viver a partir da eleição de Jair Bolsonaro. Toda a sua fala foi em torno de seu próprio nome e de sua relação pessoal com o Presidente, e com a preservação da sua biografia.

O pronunciamento de Bolsonaro, no fim da tarde, deixou evidente esse posicionamento egocêntrico de Moro. Seu discurso, tanto o improvisado de início quanto o oficial, lido após, permeou seus relatos pessoais entre as grandes questões nacionais que estão em jogo. Esta frase do Presidente sintetiza o contraste: “O senhor disse que tinha uma biografia a zelar; eu digo a vossa senhoria que tenho um Brasil a zelar.”

Moro também demonstrou seu espírito de insubordinação e deslealdade ao convocar primeiro a imprensa para anunciar sua saída, e ainda com declarações incendiárias antes do anúncio propriamente. Sutilmente derramou bílis sobre o prato em que comia, para depois chutá-lo. E, pior, depois de ter vazado, no dia anterior, todos os rumores sobre sua saída que foram potencializados pela mídia. Enquanto a imprensa, Folha de São à frente, informada pela própria assessoria de Moro, já dava a notícia como confirmada, autoridades do Planalto e congressistas eram informados pela mesma assessoria de que não era nada disso.

Mais grave ainda foi o momento escolhido por Moro para levar mais uma crise ao Planalto: o mais severo contexto de saúde pública enfrentado pelo mundo inteiro, com drásticas consequências no Brasil. Com o governo sendo bombardeado diuturnamente em meio à pandemia, apesar de seu esforço hercúleo e bem sucedido em prover soluções, eis que surge Moro fornecendo mais uma bomba de poder atômico aos sabotadores de plantão.

Sergio Moro, apesar de sua história exitosa e honrosa no combate à corrupção enquanto juiz federal, e mesmo ministro, decepcionou a muitos que esperavam dele mais honradez, compatível com aquela trajetória. Foi desleal e ingrato, e não apenas com Bolsonaro, mas com toda a equipe ministerial e até com amigos. Não à toa, todos esses que se manifestaram revelaram seu desapontamento. Levar ao Jornal Nacional trechos selecionados de conversas privadas foi sintomático desse lapso de dignidade, que afastou Moro do perfil de personalidade que todos percebiam nele. A deputada federal Carla Zambelli, sua amiga pessoal e de quem Moro foi padrinho de casamento, fez o que amigos fariam, e tentou acalmar os ânimos e se oferecer para interceder na crise, procurando apontar soluções. Moro foi irredutível, sua decisão já estava consumada, desdenhou a relação pessoal e próxima com ela e, incrivelmente, levou à TV sua conversa privada, não como amigos fariam, mas inimigos. Zambelli, em vídeo, falou de sua enorme decepção com o “amigo”, e esclareceu o contexto da conversa, mostrando mais trechos, que levam a um entendimento bastante distinto do que o JN se esmerou em oferecer.

A mesma indignidade cometeu com Bolsonaro. Esqueceu-se de todas as oportunidades que lhe foram oferecidas. Bolsonaro elegeu-se sem Sérgio Moro, não precisava dele, mas acreditou que ali havia um homem de valor, honrado, confiável, capaz de contribuir efetivamente com o grande projeto de reconstrução do Brasil que o elegeu, e aceitou-o em sua equipe. Não demorou muito para Moro ser torpedeado pela “resistência”, e logo em seguida surgiram aquelas patéticas “denúncias” do Intercept, que publicou supostas mensagens que revelariam uma trama criminosa entre Moro e procuradores federais para prender Lula. Bem, todos lembram daquela novela mexicana, que o JN e boa parte da mídia exploraram à exaustão, para atingirem a imagem de Sergio Moro e, por tabela, de Bolsonaro.

O que o presidente fez, de pronto, naquele momento, foi abraçar Sergio Moro, levá-lo a todos os eventos públicos possíveis, e deixar explícito seu apoio incondicional. Isso foi essencial para reforçar a posição de Moro enquanto passava a tempestade, até que as “denúncias” caíssem no esquecimento por sua própria insignificância.

A chuva de pedidos de impeachment protocolados na Câmara pelos boicotadores de sempre, deixadas nas mãos de Rodrigo Maia, é sintomática. O ministro do STF Marco Aurélio Mello já deu prazo de 10 dias para Maia se manifestar sobre outro pedido já protocolado antes, claramente impaciente com a demora. Mas o mesmo ministro não faz qualquer questão de solicitar a Davi Alcolumbre algum posicionamento sobre os 15 pedidos de impeachment de colegas seus do STF estacionados há meses no Senado.

Joao Doria, Wilson Witzel e outros oportunistas que se elegeram sobre o nome de Bolsonaro, e passaram a apunhalá-lo pelas costas diariamente, de olho em sua cadeira, são os primeiros da fila a endeusar Sergio Moro. Aliás, o único que teve coragem de esfaquear Bolsonaro de frente foi Adelio Bispo. Os que o mandaram e aparelharam são covardes demais, só agem nas sombras e pelas costas. Boa parte do centrão e até da esquerda (!) também. Até o poste de Lula, o candidato derrotado Fernando Haddad (de quem Deus nos livrou) elogiou Moro. Lula precisa ficar calado, para não desmentir sua própria farsa, mas ele e sua caterva também estão esfregando suas mãos de euforia.

O fato é que a guerra para derrubar Bolsonaro corre contra o tempo: um impeachment precisaria acontecer ainda neste ano, para haver novas eleições. Ficando para o próximo ano, assumiria o General Mourão, e de pouco adiantariam os planos da “resistência” e seus novos amiguinhos isentões. Dou um quindim de Curitiba pra quem imaginar quem despontaria como candidato favorito. O gigante que se apequenou certamente seria “convencido” a oferecer sua “biografia”.

O jornalista Augusto Nunes resumiu em um tweet esse momento: “Para descobrir se um fato político tornou o país melhor ou pior, basta saber quem se entristeceu e quem ficou feliz. A demissão de Sergio Moro foi lamentada pelos brasileiros que detestam corruptos e bandidos em geral. Mas uniu num Carnaval temporão o PT, o Centrão e o PCC”. Eu incluiria mais alguns nomes nessa relação: Doria, Witzel, Dino, FHC, Globo, Folha, CUT...

Meu nome jamais irá para essa lista. Sigo #FechadoComBolsonaro.










sexta-feira, 24 de abril de 2020


O lado de Bolsonaro


Começo dizendo que estou no mesmo lado daquele time fantástico de ministros que compõem o governo Bolsonaro, que o acompanhou no pronunciamento. Homens honrados e que são leais ao presidente e à continuidade do projeto pelo qual nós o elegemos.

Se precisamos escolher um lado, minha escolha foi feita há muito tempo, foi consolidada em voto em 2018, e permanece inalterada.

Do outro lado está tudo contra o que lutamos. Esquerda depravada, mentirosa e assaltante; políticos demagogos e oportunistas com seus próprios projetos e mordomias, agarrados às tetas públicas; partidos e seus caciques famintos por cargos em estatais e as chaves de seus cofres; setores do judiciário comprometidos com o crime, em especial dos poderosos; sindicatos que usurpam os trabalhadores que fingem representar apenas para sustentar os projetos da esquerda; setores da imprensa em crise de abstinência de verba pública que aderiram à banda podre da política para, todos juntos, ressuscitarem o chiqueiro em que haviam transformado o Brasil, e cuja faxina Bolsonaro começou a fazer. Todos juntos para derrubar Bolsonaro, e neste momento em festa enaltecendo mais um que surge para fragilizar seu governo. Parece surreal, mas ate a esquerda está louvando Sergio Moro.

Esse outro lado não é uma entidade abstrata e anônima. Tem nome. Muitos nomes, na verdade: Lula e todo a sua caterva, seu novo amigo João Doria, Wilson Witzel e assemelhados, Carlos Lupi e Ciro Gomes, Maia, Gilmar, Lewandowski e Toffoli, Folha, Estadão, Globo... A lista é enorme. Mas jamais contará com o meu nome.

Dito isto, lamento o dia de hoje. Perdemos um general, mas a guerra continua.

Bolsonaro, em seu pronunciamento, fez o que deveria ter feito. Não poderia deixar passar em branco o gesto grave de Sergio Moro. Obviamente precisava responder, dada a magnitude do nome de Moro, a repercussão de seu pronunciamento de manhã, e a própria maneira impetuosa com que renunciou ao cargo de ministro.

Da mesma forma que o pronunciamento de Moro foi bombástico, e gravíssimo, o de Bolsonaro também o foi. Com algumas semelhanças, mas mais diferenças, a começar pelo tom.

Moro fez acusações e insinuações fortes, e não tínhamos razões para não acreditar. Bolsonaro reagiu, em contundência ainda maior, e igualmente não nos dá razões para não acreditarmos.

Alguns dos fatos elencados por Bolsonaro já eram conhecidos. A dificuldade — ou leniência? — da PF em identificar quem mandou matá-lo e quem pagou os advogados de Adélio, o caso do porteiro, da morte da vereadora Mariela, a ideologia desarmamentista de Moro em confronto com a linha do governo, indicações para cargos de pessoas ideologicamente antagônicas etc. etc.

A indicação do diretor da PF foi só a gota d'água que entornou o balde. Bolsonaro deixou claro, como se fosse preciso, que a escolha e nomeação é prerrogativa do Presidente, prevista em lei. Se Moro realmente não aceitou essa condição, demonstrou insubordinação. A confusão que se faz entre nomeação e exoneração de cargos com ingerência nas atividades foi explorada por Moro em seu pronunciamento, e Bolsonaro tratou de desfazer. Assim como o presidente se dirige a qualquer um na cadeia de comando do Executivo, como o chefe da inteligência militar, da Abin, do Coaf, da Caixa, do IBGE, por que não poderia fazê-lo com o diretor da Polícia Federal? Todos eles se reportam a um mesmo chefe, o Presidente da República, ainda que haja outros níveis hierárquicos entre eles. Precisaria um Presidente pedir autorização a um ministro? Para exemplificar, traço um paralelo com governadores de estados, que nomeiam os chefes das polícias civil e militar, sem precisar de autorização dos respectivos secretários de segurança, e com eles conversam diretamente quando assim entendem necessário.

Há muitos outros temas que foram objeto dos pronunciamentos de Moro e Bolsonaro. Não é preciso dissecá-los todos. Em síntese, penso que Bolsonaro foi levado a uma situação de tensão criada por Moro, e não o contrário. O gesto de Moro, de primeiro convocar a imprensa para, ainda como ministro, jogar merda no ventilador, para depois cuspir no prato e anunciar sua retirada, ainda que num primeiro momento tenha lhe conferido alguma aparente estatura moral superior, em pouco tempo revelou-se um erro. Se comparada à saída de Mandetta, com muito mais razões para virar o coxo, Moro apequenou-se ao se retirar desse jeito. Eu mesmo, no primeiro momento, deixei-me levar pela emoção de sua primeira fala, e até o chamei de gigante. O tempo se encarregou de mudar minha percepção.

Bolsonaro não tinha como deixar por isso mesmo, e a resposta tinha que ser no mínimo no mesmo tom, mas acabou sendo ainda mais forte.

Penso que o fez com muito pesar. Preferia não ter que manchar a biografia de uma pessoa com tantas virtudes. Mas Moro não lhe deixou alternativa. Melhor seria se o ex-ministro tivesse observado e respeitado o projeto de nação que está em jogo, seu papel no time que integrava e a lealdade ao seu líder, em vez de colocar no primeiro plano sua própria biografia.

Moro não é um mau caráter por causa disso. Nem virou comunista ou qualquer dessas bobagens com que se xingam adversários de Bolsonaro por aí. Tem muitos méritos, uma história honrosa, conquistas fabulosas no combate à corrupção e, presume-se, uma personalidade louvável, de correção, austeridade e honradez. O que não o exime de equívocos, como a qualquer ser humano.

Bolsonaro não é diferente. Tem virtudes louváveis, e muitas, como também suas falhas.

Não deixo de reconhecer as virtudes de Moro por causa dessa atitude, mas também não fecho meus olhos ao que considerei inadequado.

Da mesma forma, Bolsonaro não é um mito, tem seus defeitos, mas não será por esse episódio que deixará de contar comigo nessa guerra que iniciamos bem antes de 2018.

Prefiriria não ter que escolher um lado, mas se Moro colocou essa condição, meu lado continua sendo o mesmo. Em meio àquele time fantástico de ministros que seguem em luta pela nossa nação. O exato oposto daqueles outros nomes, que não estão de quarentena em sua guerra suja.

Vida que segue. O Brasil ainda precisa de nós. Temos Maias, Mendes, Lewandowskis, Lulas, Folhas e Globos de quem nos defender e contra quem lutar.

Selva!










quarta-feira, 22 de abril de 2020

A ditadura do Comunavirus

Da série "Brasil em tempos do vírus: seus netos não vão acreditar."

Em Araraquara, São Paulo de João Doria, mulher é violentamente presa por estar em uma praça.

No Piauí de Wellington Dias, PT, polícia recebe autorização para invadir casas e estabelecimentos e prender. Um comerciante de pequena loja de roupas, sem qualquer cliente, foi violentamente preso, algemado e sufocado por estar com as portas abertas.

No RJ de Wilson Witzel, uma mulher, técnica de natação, sua filha e duas crianças, integrantes da seleção brasileira infantil de natação, foram presas e levadas em camburão por terem ido praticar seu esporte nas águas de Copacabana.

No Paraná, juiz concede prisão domiciliar a líder do PCC, o traficante Valacir de Alencar, condenado a décadas de encarceramento. Advogado do bandido alegou pressão alta como risco para contaminação. O criminoso (o traficante, no caso; não os outros dois), depois de solto, rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.

Por todo o país, cidadãos confinados em casa, e bandidos sendo libertos.

Brasil sendo Brasil. Além do coronavírus, ainda temos que nos defender do Comunavírus.










terça-feira, 21 de abril de 2020

Pesquisa letal como arma política


redpill
Experiência suspeita com altas doses de cloroquina que causou mortes em Manaus vai parar na justiça.

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul abriu inquérito para apurar pesquisa com uso de altas doses do medicamento em pacientes graves, que acabou suspensa após a morte de 11 pacientes. Segundo o MPF, “a dose usada no estudo foi de quase 3 vezes a dose máxima segura”.

A pesquisa, realizada por médicos sem autorização formal dos centros de pesquisa oficiais, foi financiada pelo governo do Amazonas e com fundos federais concedidos por uma coalizão de senadores.

Os médicos que lideraram o experimento, alguns deles ligados a movimentos de esquerda, apressaram-se a afirmar que a cloroquina é tóxica e letal, e não deve ser utilizada no combate à pandemia do coronavírus, em clara oposição a discursos do presidente Bolsonaro que indicam expectativas positivas nas pesquisas com uma variação menos tóxica do fármaco, a hidroxicloroquina. Vários outros estudos, entretanto, como os da rede Prevent Senior de São Paulo, revelam taxas altíssimas de eficácia e danos colaterais insignificantes.

Há suspeitas, que o MP quer investigar, de que a pesquisa em Manaus tenha sido deliberadamente direcionada para causar efeitos adversos, cujos resultados seriam utilizados politicamente, o que teria custado a vida de 11 pacientes.

Segundo as denúncias que levaram o MPF a abrir o inquérito, os procedimentos revelam erros grosseiros, incompatíveis com procedimentos científicos convencionais.

Inicialmente, o MPF/RS quer esclarecer as seguintes questões:

QUESITO 1: Por que estudar o uso da cloroquina em pacientes graves, quando é razoável esperar maiores ganhos na fase precoce, oligossintomática da infecção? 
QUESITO 2: O que motivou a escolha da cloroquina como fármaco a ser aplicado em pacientes graves, quando, desde a década de 40, é reconhecido que a hidroxicloroquina (HCQ) tem menor toxicidade e maior tolerância? 
QUESITO 3: Uma vez que a recomendação da bula indica o limite de 25mg/Kg de massa corporal/dia, por que não foi apresentada no trabalho uma tabela de ajuste de dose para a massa corporal de cada sujeito da pesquisa? 
QUESITO 4: Uma vez que haja indicacação de que foram utilizadas doses elevadas, superiores a duas vezes a dose-limite, o que norteou a escolha da dosimetria? Crucialmente, por que os sujeitos da pesquisa foram expostos a uma dose letal? 
QUESITO 5: Ao final do protocolo o indivíduo terá 12g de CQ em seu sistema e levará mais de 30 dias exposto a uma dose letal (i.e., a 1⁄2 vida para o “wash-out” da droga ). Uma vez que essa informação era do conhecimento dos pesquisadores, o que baseou essa escolha de posologia? 
QUESITO 6: Como explicar a diferença de dose total, sendo o ‘grupo alta-dose’ aproximadamente 4,5 vezes maior que o do ‘grupo baixa-dose’? 
QUESITO 7: Uma vez que o estudo foi divulgado no Medrxiv, que prescinde de revisão por pares, houve preocupação dos pesquisadores em compatibilizar o protocolo com as normas da Resolução nº 466 do Sistema CEP/CONEP, que protege o direito dos sujeitos da pesquisa? Quais os procedimentos concretamente adotados para cumprir essas normas? 
QUESITO 8) Por que se optou por utilizar cloroquina em diferentes dosagens, com protocolos de ALTA DOSAGEM e BAIXA DOSAGEM, sabendo existir medicação análoga (HIDROXICLOROQUINA) menos tóxica para o paciente? 
QUESITO 9) Uma vez cientes da importância de estudar a administração da cloroquina em pacientes nos estágios mais precoces e com poucos sintomas da COVID 19, como mencionado no estudo disponibilizado, por que não foi iniciado estudo nesse sentido? 
QUESITO 10) Qual a dosagem de cloroquina considerada eficaz e segura nos protocolos clínicos para tratamentos de curta duração como os da malária? 
QUESITO 11) Qual a dosagem de cloroquina considerada eficaz e segura nos protocolos clínicos para os tratamentos de longa duração como o do lúpus eritematoso sistêmico? 
QUESITO 12) Qual protocolo clínico norteia as doses utilizadas no protocolo ALTA DOSAGEM do estudo? 
QUESITO 13) As doses da cloroquina foram ajustadas ao peso dos pacientes? Onde se encontram as evidências no estudo em questão? 
QUESITO 14) Qual a meia vida da cloroquina e tempo de metabolização de 100% da medicação no organismo humano? 
QUESITO 15) Qual dosagem seria considerada tóxica e letal para a cloroquina no organismo humano, em adultos? 
QUESITO 16) Considerando a administração da Cloroquina no PROTOCOLO DE ALTA DOSAGEM (12 gramas em 10 dias), os pacientes ficariam submetidos a doses potencialmente letais em algum momento do estudo? Se afirmativo, em qual momento? 
QUESITO 17) Por que haja contraindicação o da taxa de letalidade entre os grupos de protocolo de ALTA DOSAGEM e do protocolo de BAIXA DOSAGEM, no que foi descrito na “tabela 3 do estudo” e no que foi descrito no item “Findings” do Sumário? 
QUESITO 18) Houve aumento do risco de eventos cardiológicos nos pacientes do protocolo de ALTA DOSAGEM, quando a cloroquina foi associada à azitromicina? 
QUESITO 19) Houve aumento do risco de eventos cardiológicos nos pacientes do protocolo de ALTA DOSAGEM, quando a cloroquina foi associada ao oseltamivir? 
QUESITO 20) Houve aumento do risco de eventos cardiológicos nos pacientes do protocolo de ALTA DOSAGEM, quando a cloroquina foi associada à ceftriaxona? 
QUESITO 21) O estudo foi conduzido integralmente norteado pela RESOLUCÃO nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, que normatiza e regulamenta pesquisas envolvendo seres humanos? 
QUESITO 22) Por que, no estudo disponibilizado na plataforma medRxiv, a referência ao número de aprovação junto ao CONEP (“CONEP approval 3.929.646/2020”) não remete a nenhum estudo aprovado e disponibilizado na Plataforma Brasil (https://conselho.saude.gov.br/plataforma- brasil-conep?view=default) ? 
QUESITO 23) O estudo foi aprovado junto ao CONEP anteriormente ao início de sua aplicação clínica? Em caso afirmativo, qual a data de aprovação e sob qual registro foi anexado na Plataforma Brasil? (encaminhar cópia autenticada da decisão) 
QUESITO 23) Todos os pacientes submetidos ao estudo tinham diagnóstico laboratorial confirmando serem positivos para COVID 19 antes de serem submetidos à administração de cloroquina e as associações? 
QUESITO 24) Os pacientes foram informados em linguagem simples e acessível em Termo de Consentimento Livre e Esclarecido acerca da possível exposição e dos riscos da administração do protocolo de ALTA DOSAGEM de cloroquina com suas associações? (encaminhar cópia dos termos)? 
QUESITO 25) Os pacientes acima de 75 anos podem apresentar maiores riscos de eventos adversos cardiológicos quando submetidos à cloroquina e às associações medicamentosas realizadas no protocolo de ALTA DOSAGEM do estudo, se comparados a pacientes com menor idade? 
QUESITO 26) Os pacientes com doenças cardiácas podem apresentar maiores riscos de eventos adversos cardiológicos quando submetidos à cloroquina e às associações medicamentosas realizadas no protocolo de ALTA DOSAGEM do estudo, se comparados a pacientes sem cardiopatias? 
QUESITO 27) Os pacientes com critério de maior gravidade em ferramenta qSOFA utilizada na tabela 1 e, portanto, em pior estado clínico, podem apresentar maiores riscos de eventos adversos cardiológicos, quando submetidos à cloroquina e às associações medicamentosas realizadas no protocolo de ALTA DOSAGEM do estudo, se comparados a pacientes em estágios menos graves da doença? 
QUESITO 28) Dentre os pacientes que receberam protocolo de ALTAS DOSAGENS das medicações, houve maior número de pacientes acima de 75 anos e/ou pacientes com doenças cardiológicas e/ou pacientes com critério de maior gravidade em ferramenta qSOFA, com relevância estatisticamente significativa nesse grupo, quando comparado ao grupo que recebeu o protocolo de BAIXA DOSAGEM? 
QUESITO 29) Se sim para o quesito 28, por que permaneceram no estudo expostos ao protocolo de ALTA DOSAGEM, ainda que farmacêutico da pesquisa sendo “não cego”? A partir desses dados, houve intenção de demonstrar ser a cloroquina uma medicação com alto potencial desencadeador de evento adverso cardiológico?
QUESITO 30) Nesse estudo houve algum óbito por evento cardiológico decorrente da administração dos medicamentos contidos nos protocolos? 
QUESITO 31) Por que o estudo envolvendo muitos nomes e instituições de pesquisa foi realizado em um único hospital? Os pesquisadores teriam dados mais fidedignos se o estudo fosse realizado com maior número de pacientes e em mais de um dos centros de pesquisa envolvidos no trabalho? 
QUESITO 32) A partir desse estudo é possível concluir ser a Cloroquina uma medicação não segura e eficaz para o tratamento de pacientes em saúde pública?









Denúncia de Jefferson põe Maia na parede

Depois do vídeo bombástico em que o presidente do PTB, ex-deputado que revelou o "mensalão" de Lula, denunciou a trama encabeçada por Rodrigo Maia para derrubar Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados submergiu.

Na segunda, cancelou todos os compromissos e não apareceu em público. Algumas das agendas foram canceladas pelas pessoas que iria encontrar. Seu nome virou repelente. Na tarde de hoje, apenas teve uma breve videoconferência com líderes partidários para definir a pauta de votações da Câmara nesta semana.

As entrevistas diárias à TV para fustigar Bolsonaro foram substituídas por intensa conversação privada com aliados — ou comparsas, como diria Jefferson.

Maia viu-se encurralado por todos os lados. A exposição pública de seus planos potencializou a rejeição popular, que já não era pequena. A hashtag #ForaMaia, que foi "derrubada" pelo Twitter depois de atingir mais de 1,7 milhão de tweets na semana passada, foi substituída pelos internautas pela #MaiaInimigoDoBrasil, que hoje ocupava o topo dos trends.

Não bastasse a fúria popular, o procurador-geral da República, Augusto Aras, cobrou de sua equipe no Ministério Público Federal a conclusão das investigações sobre Botafogo — codinome de Rodrigo Maia nas planilhas de propina da Odebrecht —, alvo de graves denúncias de corrupção, há muitos meses convenientemente esquecidas em alguma gaveta.

E para tirar de vez o sono de Nhonho, na tarde de ontem o ministro da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva, convocou uma reunião com os chefes das Forças Armadas.

Participaram apenas os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que dispensaram seus respectivos assessores, e foram orientados a manter sigilo total sobre a reunião.

Ao final do encontro, apenas divulgaram uma nota, vaga e evasiva (leia no final do texto), mas com alertas nas entrelinhas: não vão tolerar movimentos conspiratórias, à margem da Constituição, que possam se utilizar da pandemia para criar instabilidade no comando do país. E sutilmente reafirmaram seu alinhamento com Bolsonaro, repetindo seus discursos sobre a preocupação com o vírus e suas consequências sociais, não apenas de saúde.

Ao final do encontro, fizeram contato com o presidente do STF, Dias Toffoli, cujo teor não foi revelado, e hoje indicaram que Maia será procurado por ministros militares próximos a Bolsonaro, como os generais Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Bolsonaro, segundo interlocutores, avalia postergar esses encontros, para observar os próximos movimentos de Maia antes de revelar suas próprias jogadas, como em um tenso jogo de xadrez político. Assessores do Planalto calculam que a vantagem que Maia supunha ter, na batalha contra o presidente, rapidamente se inverteu. Botafogo está em xeque.

Mas como estava apostando alto, viciado no jogo, talvez não queira ainda deitar seu rei no tabuleiro, e escolha dobrar a aposta e reagir. Antes, contudo, precisa saber com quantas peças ainda conta para seguir com o jogo. Muitas estão desertando.


  • Nota do Ministro da Defesa, Gen. Fernando de Azevedo e Silva:

    “As Forças Armadas trabalham com o propósito de manter a paz e a estabilidade do País, sempre obedientes à Constituição Federal.
    O momento que se apresenta exige entendimento e esforço de todos os brasileiros.
    Nenhum país estava preparado para uma Pandemia como a que estamos vivendo. Essa realidade requer adaptação das capacidades das Forças Armadas para combater um inimigo comum a todos: o Coronavírus e suas consequências sociais.
    É isso o que estamos fazendo.”











domingo, 19 de abril de 2020

Estudo com hidroxicloroquina tem resultados fantásticos


Excelentes notícias sobre resultados da hidroxicloroquina na cura da Covid-19.

A rede de saúde Prevent Senior de São Paulo, uma das primeiras a utilizar o medicamento, publicou os resultados após um período de observação e metodologia científica, com centenas de pacientes. É fantástico!

Essa notícia não vai sair na Globo, Band, Estadão ou Folha, mesmo que a taxa de sucesso seja fenomenal, e os efeitos colaterais insignificantes. Aliás, é exatamente por isso que não vai sair.

Mas o neurologista Marcelo Masruha, professor da Escola Paulista de Medicina, que acompanhou o estudo, publicou em seu twitter (@marcelomasruha) um resumo:

    "Tive acesso ao estudo feito pela Prevent Sênior para o tratamento do COVID-19 com a associação de hidroxicloroquina e azitromicina. Não há dúvida que o tratamento funciona e deve ser prescrito na fase inicial da infecção.
    Abaixo detalharei os resultados do estudo. A pesquisa foi feita com um total de 636 pacientes sintomáticos ambulatoriais, isto é, indivíduos que já manifestavam sintomas, porém não com uma gravidade que justificasse internação.
    Os pacientes foram divididos em 2 grupos: o primeiro (grupo teste, isto é, que recebeu as medicações) era formado por 412 indivíduos e o segundo (grupo controle, ou seja, com pessoas que não tomaram os medicamentos) tinha 224 indivíduos.
    A separação dos sujeitos entre os grupos não foi randomizada (aleatorizada), utilizando-se como critério a recusa ao uso da medicação. Dessa forma, 224 indivíduos não concordaram com o uso e os demais assentiram.
    Isso não levou a prejuízo para a comparação dos resultados, haja vista que os grupos eram homogêneos com relação a variáveis demográficas (sexo e idade) e, no que se refere a desigualdades de características, todas eram piores (mais desfavoráveis) no grupo teste.
    Este tinha mais pacientes com fatores de risco para uma evolução pior, como a presença de diabetes, antecedente de AVC e estados de imunodepressão. Ou seja, os indivíduos do grupo teste tinham, em princípio, maior chance de precisarem de internação hospitalar.
    Os pacientes do grupo teste receberam o esquema de hidroxicloroquina (800 mg no primeiro dia e 400 mg nos seis dias seguintes) e azitromicina (500 mg, uma vez por dia, durante 5 dias). 1,9% dos pacientes do grupo teste necessitaram de hospitalização, comparado com 5,4% no grupo controle.
    Isso equivale a dizer que pacientes que não tomaram os medicamentos tiveram 2,8 vezes mais chance de internar, ou seja, um risco de quase 200% maior.
    Um ponto que tem gerado confusão para quem não é afeito a estudos científicos é o NTT (number to treat), que representa o número de pacientes que se precisa tratar para evitar um desfecho ruim, como morte, sequela, etc. No caso desse estudo, o desfecho a ser evitado era a hospitalização, e o NTT foi de 28, ou seja, a cada 28 pacientes tratados você evita uma hospitalização.
    Isso é um resultado excelente para uma doença de grande infectividade e com grande capacidade de levar a internação de idosos, com consequente exaustão dos recursos de saúde.
    A conclusão é de que o uso combinado de hidroxicloroquina e azitromicina na fase precoce da doença, idealmente antes do sétimo dia de início dos sintomas, reduz de forma significativa (p < 0,0001) o risco de internação. O "p" dá a significância estatística que, nesse caso, implicaria numa chance desse resultado ter ocorrido ao acaso inferior a um décimo de milésimo, ou seja, praticamente impossível.
    Neste estudo, nenhum efeito adverso grave relacionado ao uso das medicações foi observado. Diante desses resultados, o tratamento com hidroxicloroquina e azitromicina passa a ter nível de evidência 2B pela classificação de Oxford, e deve ser oferecido a todos os pacientes com o mesmo perfil demográfico e clínico selecionados pelo estudo."












sexta-feira, 17 de abril de 2020

Meu Deus, trocaram o General!


Nelson Teich
De um lado, condenando a demissão do Mandetta: Rodrigo Maia, Alcolumbre, Gilmar Mendes, Lula, João Doria, Fernando Haddad, Manuela, Boulos, Maria do Rosário... enfim toda a esquerda, Globo, Folha de São Paulo...

Do outro lado, apoiando a nomeação do novo ministro, o oncologista Nelson Teich, a Associação Médica do Brasil, só pra começar.

Isso já seria o suficiente para eu repetir que, mais uma vez, #BolsonaroTemRazao.

Quando figuras como Boulos e Rosário, que representam a mais extrema esquerda, chegam a apoiar um político do DEM, não tem desenho que possa ser mais explicativo. A coisa esdrúxula mais parecida com essa foi a aproximação de Lula e Doria. A lógica e os movimentos de toda essa turma são cristalinos: o inimigo do meu inimigo é meu amigo.

Se Mandetta era um antagonista a Bolsonaro, capaz de arranhar sua imagem, todo apoio ao Mandetta nessa hora.

Nem importa mais que, quando deputado federal, no plenário da Câmara, ele tenha criado a famosa sentença: "Não podemos liberar a maconha. Maconha adoece. Maconha faz mal. O sujeito começa na maconha, depois vai pra cocaína, fuma crack... e acaba votando no PT."

Hoje Mandetta é o herói da esquerda, e não por sua atuação como ministro de Bolsonaro. A esquerda gosta de mártires. Suas histórias podem ser contadas com emoção e romantismo, o que costuma sufocar a razão. Fazem sempre isso, como, por exemplo, com o genocida Che Guevara. Assassino, racista, machista e homofóbico, mas um eterno ídolo.

Mas isso é página virada. Mandetta se foi. Vai voltar à sua carreira política. Aliás, foi talvez por isso que sua atuação como ministro tenha sido tão ruidosa. Mandetta é mais político que médico. Sua formação em ortopedia ficou para trás há mais de 15 anos. De lá em diante foi secretário de saúde de Campo Grande, MS, e duas vezes deputado federal, até ser indicado ao ministério pelo padrinho político e correligionário no DEM Ronaldo Caiado, com o suporte de Onyx Lorenzoni.

O governo Bolsonaro está dando certo, e reconstruindo o país com sucesso — com um grave reposicionamento agora em razão da pandemia que assola o mundo inteiro — justamente por ter sido blindado da ingerência política e partidária. Nenhum ministério, ou autarquia, ou estatal, foi loteado por partidos e indicações de caciques, como sempre era. Essa é a causa da queda assombrosa da corrupção na administração federal, dos lucros fantásticos que finalmente as estatais começaram a render, e, claro, da contrariedade raivosa da velha classe política e da grande mídia, tão habituadas a se fartar dos nacos do poder.

E foi o politico Mandetta a exceção que confirmou a regra. Apostaram em seu perfil técnico, mas o lado político cresceu como fermento sob o calor dos holofotes.

Se Bolsonaro cometeu um erro, foi ceder à indicação de Mandetta por ter tido formação médica, como se isso bastasse. Mas foi um erro coletivo. À epoca, todos acreditavam que fora uma boa escolha. O tempo, senhor da razão, se encarregou de mostrar que não. Ele realmente estava indo bem, até que a veia política pulsou mais forte, percebendo o protagonismo que a pandemia lhe ofereceu. Como consequência, a insubordinação ao Presidente foi inevitável. E, com ela, a inviabilidade de sua permanência no time de Bolsonaro.

O momento para a sua demissão não foi o mais sereno. Com quase toda a população em estado de extrema apreensão, seja em razão do vírus, da histeria que o faz parecer ainda pior do que realmente é, do desemprego que já ceifou outros milhões de postos de trabalho, da grave recessão que se aproxima em razão da paralisia econômica, da fome que já bate à porta de milhões de brasileiros, seja o que for, serenidade e razão, neste momento, são artigos raros. E a mídia, aliada à "resistência", sabe explorar esses momentos com maestria. Para a sua guerra política, que não está de quarentena, é mais um episódio com potencial fantástico para ser explorado como uma enorme catástrofe. Já vimos muitos filmes assim nos últimos meses. Só que, neste, boa parte da plateia está mais suscetível, campo fértil para conspirações.

O discurso mais repetido é que Bolsonaro comete um erro dantesco ao trocar o general no meio da guerra. Uma falácia. Nada mais que uma boa frase de efeito.

Se essa gente, em vez da habitual histeria, cedesse um pouco mais às lições da História, lembraria, entre outros casos, que a Inglaterra trocou o primeiro-ministro em meio à II Guerra Mundial. Assumiu o icônico Winston Churchill. E venceram a guerra.

Guerras. Cada um trava a sua. A do Brasil, neste momento, é contra o vírus chinês e todas as suas consequências, em várias frentes de batalha. Para a "resistência", segue sendo apenas a enfadonha guerra política iniciada em 2018.

Nesta guerra contra o vírus, estamos todos do mesmo lado, governo à frente, Bolsonaro no comando. Não seria eu a torcer para que o piloto do nosso avião cometesse erros. Ao contrário, evidentemente, torço e oro para que continue acertando, e sigamos o vôo em segurança.

Já naquela guerra política, se, de um lado, estão aquelas figuras citadas lá no começo, já sei que o meu lado é o outro.

Alio-me à Associação Médica do Brasil. Desejo êxito pleno ao novo ministro Nelson Teich, que, parece, chega no campo de batalha trazendo esperança como costumava trazer a chegada da Cavalaria. Sua primeira fala como ministro, que assisti ao vivo e na íntegra, foi perfeita. Segura, assertiva e objetiva. Mostrou total sintonia com o presidente, a quem é subordinado, e com toda a equipe ministerial. E entende os efeitos negativos de uma catástrofe econômica sobre a saúde pública e que, portanto, não há como dissociá-las.

Talvez seja o nosso Churchill na guerra ao vírus chinês.












segunda-feira, 13 de abril de 2020

"Eu não assisto à Globo!"


Bolsonaro foi perguntado, nesta manhã, sobre o que achava da entrevista do Mandetta ao Fantástico. A resposta foi mais do que uma simples esquivada: "Eu não assisto à Globo. Vou perder tempo da minha vida assistindo TV Globo agora?"

Não foi apenas uma maneira fácil de fugir de uma pergunta incômoda. Foi um recado assertivo: há coisas importantes para tratar agora. Assistir à Globo não apenas rouba um tempo precioso, mas atrapalha os esforços. Por isso o início da resposta foi "Eu não assisto à Globo". Já não assistia antes, e com razões para tanto, muito além do desperdício do tempo.

A emissora que dedica toda a sua programação, em todas as plataformas, para atacar, desacreditar, ridicularizar, desgastar e enfraquecer o Presidente para, na sequência, derrubá-lo, não tem mais máscaras. O que antes era sutil e subliminar, agora é ostensivo.

A entrevista do Mandetta ao Fantástico está no contexto dessa guerra. O homem que é potencializado pela própria mídia como o principal antagonista do momento ao Presidente da República ganha — e aceita — um espaço nobre para reforçar a narrativa: "ignorem Bolsonaro".

A mesma emissora que ignorou a suspeita de um juiz sobre R$ 256 milhões em CDBs encontrados em uma conta de Marisa Letícia no Bradesco, porque estava ocupada demais em detalhar as implicações de uma visita de Bolsonaro a uma padaria; a rede de comunicação que desligou as câmeras e microfones diante das enormes manifestações que tomaram as ruas de São Paulo, no sábado e no domingo, contra o governador João Doria, porque estava muito empenhada em procurar "especialistas" para desacreditar a hidroxicloroquina, como o Dr. Marcos Boulos, que, não por coincidência, é pai de ninguém menos que o caricato Guilherme Boulos; a mídia que não repercute a fala do ministro Mandetta, na coletiva de sábado, em que ele reforça a liderança do Presidente Bolsonaro frente a todo o ministério e que acertadamente quer impedir a catástrofe econômica através da retomada gradual de atividades ao mesmo tempo em que se intensificam os cuidados com a pandemia — em lugar de uma escolha entre um e outro —, mas no horário nobre do domingo exibe uma entrevista editada, em que apenas as frases que pudessem revelar antagonismo a Bolsonaro vão ao ar, entre perguntas capciosas inseridas — em edição — antes de frases genéricas para dar-lhes outra conotação; a TV que aposta na dobradinha do caos econômico com o sucesso do vírus chinês para tirar do comando do país quem ousou fechar as torneiras do dinheiro público que irrigava os cofres da "grande mídia", essa mesma Rede Globo, em vez de cumprir seu papel, utilizando-se de espaços de comunicação concedidos pelo Estado brasileiro para servir à população brasileira com conteúdo honesto, tem se prestado a apenas um propósito: manipular a informação e, assim, a opinião pública.

Aliás, nenhuma novidade aí. O inusitado é um integrante do primeiro escalão do governo Bolsonaro aderir ao time adversário.

No momento em que Mandetta aceita fazer parte desse jogo, sua posição também revela uma máscara que cai. Se há uma guerra, em paralelo àquela contra o vírus, Mandetta assumiu sua posição ao lado de Globo, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre, Centrão, partidos de esquerda, sindicatos e algumas excremências do STF do pedigree de Gilmar, Lewandowski e Toffoli.

O ministro que, há algumas semanas, afirmava com segurança que o pico e os momentos mais duros da epidemia seriam no começo de abril, e agora diz, na entrevista exclusiva, que "sempre sabíamos que os momentos mais duros seriam em maio e junho", faz virar uma tragédia o que antes era só uma anedota: que a cada semana se dizia que o pior seria na próxima. Se "sempre sabíamos", por que raios anunciavam lá atrás um confinamento de 15 dias? Vai ficando sempre mais claro que não há ciência alguma por trás de tanta retórica. Apenas exercícios com o bico dos pés. Estão todos chutando e tateando no escuro, mas alguns com holofotes. Para si próprios, evidentemente.

Sobre a pandemia, Mandetta também deixa revelar que soube como começar a combatê-la, mas não sabe como continuar e nem como ou quando terminar. E isso enquanto solenemente desdenha das notícias promissoras sobre a hidroxicloroquina que vêm de vários cantos do planeta. Nada que Bolsonaro afirme poderá ser apoiado. Mesmo que custe muitas vidas.

Para ele, basta repetir, junto com essa mídia aí de cima: "fica em casa".

Os que não tinham mais estratégia para derrubar o presidente que está quebrando o "sistema", ou o "mecanismo", agora terão o álibi perfeito: a ruína econômica do país, cuja reconstrução ironicamente ele estava liderando, e heroicamente tenta preservar em meio à histeria que pega carona com o vírus chinês para acelerar a chegada do pandemônio do desemprego, da fome e do caos. E que, seguramente, largarão sobre seus ombros.

Mais uma vez #BolsonaroTemRazao. E você não tem mais desculpas para não perceber.