domingo, 19 de abril de 2020

Estudo com hidroxicloroquina tem resultados fantásticos


Excelentes notícias sobre resultados da hidroxicloroquina na cura da Covid-19.

A rede de saúde Prevent Senior de São Paulo, uma das primeiras a utilizar o medicamento, publicou os resultados após um período de observação e metodologia científica, com centenas de pacientes. É fantástico!

Essa notícia não vai sair na Globo, Band, Estadão ou Folha, mesmo que a taxa de sucesso seja fenomenal, e os efeitos colaterais insignificantes. Aliás, é exatamente por isso que não vai sair.

Mas o neurologista Marcelo Masruha, professor da Escola Paulista de Medicina, que acompanhou o estudo, publicou em seu twitter (@marcelomasruha) um resumo:

    "Tive acesso ao estudo feito pela Prevent Sênior para o tratamento do COVID-19 com a associação de hidroxicloroquina e azitromicina. Não há dúvida que o tratamento funciona e deve ser prescrito na fase inicial da infecção.
    Abaixo detalharei os resultados do estudo. A pesquisa foi feita com um total de 636 pacientes sintomáticos ambulatoriais, isto é, indivíduos que já manifestavam sintomas, porém não com uma gravidade que justificasse internação.
    Os pacientes foram divididos em 2 grupos: o primeiro (grupo teste, isto é, que recebeu as medicações) era formado por 412 indivíduos e o segundo (grupo controle, ou seja, com pessoas que não tomaram os medicamentos) tinha 224 indivíduos.
    A separação dos sujeitos entre os grupos não foi randomizada (aleatorizada), utilizando-se como critério a recusa ao uso da medicação. Dessa forma, 224 indivíduos não concordaram com o uso e os demais assentiram.
    Isso não levou a prejuízo para a comparação dos resultados, haja vista que os grupos eram homogêneos com relação a variáveis demográficas (sexo e idade) e, no que se refere a desigualdades de características, todas eram piores (mais desfavoráveis) no grupo teste.
    Este tinha mais pacientes com fatores de risco para uma evolução pior, como a presença de diabetes, antecedente de AVC e estados de imunodepressão. Ou seja, os indivíduos do grupo teste tinham, em princípio, maior chance de precisarem de internação hospitalar.
    Os pacientes do grupo teste receberam o esquema de hidroxicloroquina (800 mg no primeiro dia e 400 mg nos seis dias seguintes) e azitromicina (500 mg, uma vez por dia, durante 5 dias). 1,9% dos pacientes do grupo teste necessitaram de hospitalização, comparado com 5,4% no grupo controle.
    Isso equivale a dizer que pacientes que não tomaram os medicamentos tiveram 2,8 vezes mais chance de internar, ou seja, um risco de quase 200% maior.
    Um ponto que tem gerado confusão para quem não é afeito a estudos científicos é o NTT (number to treat), que representa o número de pacientes que se precisa tratar para evitar um desfecho ruim, como morte, sequela, etc. No caso desse estudo, o desfecho a ser evitado era a hospitalização, e o NTT foi de 28, ou seja, a cada 28 pacientes tratados você evita uma hospitalização.
    Isso é um resultado excelente para uma doença de grande infectividade e com grande capacidade de levar a internação de idosos, com consequente exaustão dos recursos de saúde.
    A conclusão é de que o uso combinado de hidroxicloroquina e azitromicina na fase precoce da doença, idealmente antes do sétimo dia de início dos sintomas, reduz de forma significativa (p < 0,0001) o risco de internação. O "p" dá a significância estatística que, nesse caso, implicaria numa chance desse resultado ter ocorrido ao acaso inferior a um décimo de milésimo, ou seja, praticamente impossível.
    Neste estudo, nenhum efeito adverso grave relacionado ao uso das medicações foi observado. Diante desses resultados, o tratamento com hidroxicloroquina e azitromicina passa a ter nível de evidência 2B pela classificação de Oxford, e deve ser oferecido a todos os pacientes com o mesmo perfil demográfico e clínico selecionados pelo estudo."












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