sexta-feira, 17 de abril de 2020

Meu Deus, trocaram o General!


Nelson Teich
De um lado, condenando a demissão do Mandetta: Rodrigo Maia, Alcolumbre, Gilmar Mendes, Lula, João Doria, Fernando Haddad, Manuela, Boulos, Maria do Rosário... enfim toda a esquerda, Globo, Folha de São Paulo...

Do outro lado, apoiando a nomeação do novo ministro, o oncologista Nelson Teich, a Associação Médica do Brasil, só pra começar.

Isso já seria o suficiente para eu repetir que, mais uma vez, #BolsonaroTemRazao.

Quando figuras como Boulos e Rosário, que representam a mais extrema esquerda, chegam a apoiar um político do DEM, não tem desenho que possa ser mais explicativo. A coisa esdrúxula mais parecida com essa foi a aproximação de Lula e Doria. A lógica e os movimentos de toda essa turma são cristalinos: o inimigo do meu inimigo é meu amigo.

Se Mandetta era um antagonista a Bolsonaro, capaz de arranhar sua imagem, todo apoio ao Mandetta nessa hora.

Nem importa mais que, quando deputado federal, no plenário da Câmara, ele tenha criado a famosa sentença: "Não podemos liberar a maconha. Maconha adoece. Maconha faz mal. O sujeito começa na maconha, depois vai pra cocaína, fuma crack... e acaba votando no PT."

Hoje Mandetta é o herói da esquerda, e não por sua atuação como ministro de Bolsonaro. A esquerda gosta de mártires. Suas histórias podem ser contadas com emoção e romantismo, o que costuma sufocar a razão. Fazem sempre isso, como, por exemplo, com o genocida Che Guevara. Assassino, racista, machista e homofóbico, mas um eterno ídolo.

Mas isso é página virada. Mandetta se foi. Vai voltar à sua carreira política. Aliás, foi talvez por isso que sua atuação como ministro tenha sido tão ruidosa. Mandetta é mais político que médico. Sua formação em ortopedia ficou para trás há mais de 15 anos. De lá em diante foi secretário de saúde de Campo Grande, MS, e duas vezes deputado federal, até ser indicado ao ministério pelo padrinho político e correligionário no DEM Ronaldo Caiado, com o suporte de Onyx Lorenzoni.

O governo Bolsonaro está dando certo, e reconstruindo o país com sucesso — com um grave reposicionamento agora em razão da pandemia que assola o mundo inteiro — justamente por ter sido blindado da ingerência política e partidária. Nenhum ministério, ou autarquia, ou estatal, foi loteado por partidos e indicações de caciques, como sempre era. Essa é a causa da queda assombrosa da corrupção na administração federal, dos lucros fantásticos que finalmente as estatais começaram a render, e, claro, da contrariedade raivosa da velha classe política e da grande mídia, tão habituadas a se fartar dos nacos do poder.

E foi o politico Mandetta a exceção que confirmou a regra. Apostaram em seu perfil técnico, mas o lado político cresceu como fermento sob o calor dos holofotes.

Se Bolsonaro cometeu um erro, foi ceder à indicação de Mandetta por ter tido formação médica, como se isso bastasse. Mas foi um erro coletivo. À epoca, todos acreditavam que fora uma boa escolha. O tempo, senhor da razão, se encarregou de mostrar que não. Ele realmente estava indo bem, até que a veia política pulsou mais forte, percebendo o protagonismo que a pandemia lhe ofereceu. Como consequência, a insubordinação ao Presidente foi inevitável. E, com ela, a inviabilidade de sua permanência no time de Bolsonaro.

O momento para a sua demissão não foi o mais sereno. Com quase toda a população em estado de extrema apreensão, seja em razão do vírus, da histeria que o faz parecer ainda pior do que realmente é, do desemprego que já ceifou outros milhões de postos de trabalho, da grave recessão que se aproxima em razão da paralisia econômica, da fome que já bate à porta de milhões de brasileiros, seja o que for, serenidade e razão, neste momento, são artigos raros. E a mídia, aliada à "resistência", sabe explorar esses momentos com maestria. Para a sua guerra política, que não está de quarentena, é mais um episódio com potencial fantástico para ser explorado como uma enorme catástrofe. Já vimos muitos filmes assim nos últimos meses. Só que, neste, boa parte da plateia está mais suscetível, campo fértil para conspirações.

O discurso mais repetido é que Bolsonaro comete um erro dantesco ao trocar o general no meio da guerra. Uma falácia. Nada mais que uma boa frase de efeito.

Se essa gente, em vez da habitual histeria, cedesse um pouco mais às lições da História, lembraria, entre outros casos, que a Inglaterra trocou o primeiro-ministro em meio à II Guerra Mundial. Assumiu o icônico Winston Churchill. E venceram a guerra.

Guerras. Cada um trava a sua. A do Brasil, neste momento, é contra o vírus chinês e todas as suas consequências, em várias frentes de batalha. Para a "resistência", segue sendo apenas a enfadonha guerra política iniciada em 2018.

Nesta guerra contra o vírus, estamos todos do mesmo lado, governo à frente, Bolsonaro no comando. Não seria eu a torcer para que o piloto do nosso avião cometesse erros. Ao contrário, evidentemente, torço e oro para que continue acertando, e sigamos o vôo em segurança.

Já naquela guerra política, se, de um lado, estão aquelas figuras citadas lá no começo, já sei que o meu lado é o outro.

Alio-me à Associação Médica do Brasil. Desejo êxito pleno ao novo ministro Nelson Teich, que, parece, chega no campo de batalha trazendo esperança como costumava trazer a chegada da Cavalaria. Sua primeira fala como ministro, que assisti ao vivo e na íntegra, foi perfeita. Segura, assertiva e objetiva. Mostrou total sintonia com o presidente, a quem é subordinado, e com toda a equipe ministerial. E entende os efeitos negativos de uma catástrofe econômica sobre a saúde pública e que, portanto, não há como dissociá-las.

Talvez seja o nosso Churchill na guerra ao vírus chinês.












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