domingo, 3 de maio de 2020


Bolsonaro: "Acabou a paciência!"



Esticaram a corda!

E Bolsonaro vai reagir: "Acabou a paciência!"

Sua declaração hoje em Brasília, em frente a dezenas de milhares de manifestantes que tomaram a Praça dos Três Poderes, foi contundente:

"Chegamos no limite. Não tem mais conversa. Daqui pra frente, não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição. Ela será cumprida a qualquer preço. E ela tem dupla mão. Não é de uma mão, de um lado só, não. Amanhã nomeamos o novo diretor da PF, e o Brasil segue o seu rumo."

E mais:

"Chega de interferência. Não vamos admitir mais interferência, deixar bem claro isso aí. Acabou a paciência. (...) Nós temos o povo ao nosso lado, nós temos as Forças Armadas ao lado do povo, pela lei, pela ordem, pela democracia e pela liberdade, e o que é mais importante: temos Deus conosco."

Assista:

A manifestação gigante que ocorreu hoje em Brasília, junto com a maior carreata da história da cidade, em apoio a Bolsonaro e contra a tentativa de golpe de Estado que está em curso pelas mãos de ministros do STF, em cumplicidade com setores do Congresso, lideranças políticas adversárias do Presidente, a velha esquerda e seus tentáculos, e parte da grande mídia, não foi a única motivação para Bolsonaro proferir frases tão seguras e desafiadoras.

Essa nova postura do Presidente, determinado a assegurar sua autoridade conforme lhe garante a Constituição — e que vinha sendo abertamente usurpada pelo Congresso e pelo STF —, ocorre depois de uma reunião na tarde de ontem, no Palácio do Planalto. Estiveram presentes todos os militares do primeiro escalão do governo, e os comandantes das Forças Armadas.

Na manhã de hoje, Bolsonaro afirmou que as FFAA estão com ele, e mudou radicalmente o tom. Saiu da defensiva, e passou a demonstrar total segurança. Certamente o comando militar deu as garantias de que precisava.

Segundo a agenda oficial da Presidência, a reunião, que ocorreu entre as 17h30min e 19h, teve as presenças do ministros Gen. Braga Netto (Casa Civil), Gen. Fernando Azevedo (Defesa), Gen. Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Gen. Augusto Heleno (GSI); Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Júnior, Comandante da Marinha; Gen. Edson Pujol, Comandante do Exército; e Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, Comandante da Aeronáutica.

Amanhã saberemos o nome do diretor-geral da PF, que finalmente tirará do comando os indicados de Sergio Moro, que engavetaram não só as investigações sobre Adélio Bispo e suas conexões, como também todas as operações da Lava Jato em São Paulo, que apontavam para grandes esquemas de corrupção liderados por importantes agentes políticos do PSDB paulista.

Curiosamente, aliás, enquanto a Lava Jato empacou em São Paulo sob o comando de Valeixo e seus aliados na PF, no Rio de Janeiro a mesma Lava Jato seguia investigando, denunciando e prendendo os maiores figurões, tendo Ramagem à frente. Sérgio Cabral, Pezão e tantos outros não tiveram a mesma sorte dos tucanos paulistas. E não por uma questão de coincidência. Isso, e mais o caso Adélio, explica a resistência de deixar Alexandre Ramagem assumir o comando da Polícia Federal.

Mas isso é outro capítulo.

O ponto aqui é a virada de mesa de Bolsonaro. Os militares e o povo estão dando o suporte que ele precisa.

Resta acompanhar a contra-ofensiva do STF, se houver. Caso insistam em continuar esticando a corda, ela vai arrebentar. E eles sabem disso. Penso que, a princípio, deverão aliviar, até baixar a tensão, enquanto estudam novos caminhos.

O fato é que não desistirão. Passaram do ponto de não-retorno. A questão será definir a nova estratégia.

Outro fato é que Bolsonaro finalmente vai se impor. E não está sozinho.

Agora, a cobra vai fumar.












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