quinta-feira, 7 de maio de 2020

Celso vara de marMello, um juiz de m*


Em seu livro de memórias Código da Vida, o advogado e ex-ministro da Justiça do governo de José Sarney, Saulo Ramos (falecido em 2013), padrinho da indicação de Celso de Mello ao STF, relatou um episódio inusitado ocorrido com o seu afilhado.

Quando José Sarney decidiu candidatar-se a senador pelo Amapá, o caso foi parar no STF, porque os adversários resolveram impugnar a candidatura. Com maioria já definida contra a impugnação, Celso de Mello votou a favor, surpreendendo seu padrinho Saulo Ramos, mas depois telefonou para explicar-se.

Escreveu Ramos em seu livro:
    "(...)
    – Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto no caso do presidente.
    – Claro! O que deu em você?
    – É que a Folha de São Paulo, na véspera da votação, noticiou a afirmação de que o presidente Sarney tinha os votos certos dos ministros que enumerou e citou meu nome como um deles. Quando chegou minha vez de votar, o presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu. Votei contra para desmentir a Folha de São Paulo. Mas fique tranquilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do presidente.
    – Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de São Paulo noticiou que você votaria a favor?
    – Sim.
    – E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?
    – Exatamente. O senhor entendeu?
    – Entendi. Entendi que você é um juiz de merda!"











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