sábado, 15 de agosto de 2020

Facebook manipula conteúdo e censura conservadores, diz ex-colaborador (vídeo)

Ryan Hartwig, ex-colaborador do Facebook e integrante do Project Veritas, que fazia a gestão de moderação de conteúdo da rede social para países da America Latina, concedeu entrevista ao editor do Blog. Em quase uma hora de conversa, foram relatadas diversas práticas da maior plataforma social do mundo para limitar o alcance de publicações de perfis conservadores e, ao mesmo tempo, impulsionar conteúdos relacionados a pautas da esquerda. 

O Project Veritas, empresa de jornalismo investigativo sem fins lucrativos, investiga e expõe casos de corrupção, fraude e outras condutas impróprias em instituições públicas e privadas ao redor do mundo.

No início deste ano, Hartwig encaminhou uma denúncia formal sobre essas práticas ao Congresso dos EUA, que está investigando as maiores plataformas, como Facebook, Instagram e Twitter, sobre manipulação e direcionamento de conteúdo com o objetivo de influenciar a opinião pública sobre temas sensíveis, inclusive intenção de voto.

A influência das redes sociais nas eleições americanas motivou as investigações, e o que vem sendo revelado contradiz a narrativa da grande mídia. TVs e jornais têm se dedicado a convencer a opinião pública de que teria havido favorecimento ao então candidato Donald Trump, nos EUA, como também a Jair Bolsonaro no Brasil. Entretanto, com base nas investigações do Congresso americano, assim como em inquéritos no Brasil, e em depoimentos de gestores e colaboradores das plataformas, o que está se confirmando é que o uso massivo das redes pelos usuários foi uma característica de ambas as eleições, como em outras ao redor do mundo, mas como atividade orgânica, espontânea, e não produzida pelos alegados "robôs", que disparariam mensagens em massa com conteúdos falsos. O Twitter no Brasil, em resposta a investigações da Polícia Federal, afirmou em 5 de abril que "conduziu uma investigação interna sobre as conclusões da pesquisa e não encontrou manipulação coordenada generalizada", descartando a ação de robôs em sua plataforma.

O que Ryan Hartwig levou ao conhecimento do Congresso americano, e está compartilhando com jornalistas de vários países, é que são justamente as plataformas que estão operando para diminuir o alcance das publicações de usuários conservadores, enquanto impulsionam conteúdos relacionados às pautas da esquerda, e isso por todo o mundo.

Assista à entrevista:



Saiba mais sobre Ryan Hartwig e o Project Veritas:

www.ryanhartwig.org/brasil

www.projectveritas.com

Twitter: @realryanhartwig


sábado, 8 de agosto de 2020

Como a África está vencendo o vírus chinês e o lobby da Big Pharma

A fraude da Revista Lancet, o continente africano e a cloroquina:
Como inúmeros países da África tiveram sucesso no combate à Covid-19 ignorando as orientações da OMS e permanecendo com o protocolo de cloroquina/hidroxicloroquina.* 

Covid-19: Total de mortes por milhão
de habitantes, Brasil e países africanos
(clique na imagem para abrir)

O gráfico que inicia este artigo vai direto ao ponto: o sucesso desses países africanos no combate à epidemia do vírus chinês. Qual a causa desses excelentes resultados? A adoção, desde os primeiros casos, do protocolo de tratamento precoce com hidroxicloroquina associada a outros medicamentos.

Em 06/08/20, os números eram os seguintes: 
Brasil: 457,55 mortes por milhão de habitantes;
Gabão: 22,91;
Camarões: 14,73;
Senegal: 12,78;
Marrocos: 11,79;
Nigéria: 4,50;
Guiné: 3,73;
Togo: 2,54.

A Agência France Press publicou, em 1º/04, a reportagem abaixo. À época, inúmeros países africanos, cientes de suas carências hospitalares, optaram por adotar a cloroquina como método de tratamento. Apesar de carecer de grandes estudos na época, o método se mostrou empiricamente eficaz. Tão eficaz que, mesmo após o estudo fraudulento da Revista Lancet – que fez a OMS suspender o uso do medicamento em seus testes e recomendar que os países o abandonassem –, inúmeros países africanos se opuseram à decisão e continuaram a usá-lo.
 
 

O estudo da Revista Lancet, publicado em 22/05, afirmava que a cloroquina não só era ineficaz como também que os pacientes que a utilizassem teriam maior risco de desenvolver arritmia cardíaca e outros graves efeitos colaterais.

O impacto da publicação fez com que a OMS, em 25/05, suspendesse seus próprios estudos com o medicamento, e alguns países, seguindo a suspensão da organização, fizeram o mesmo em seus territórios. 
 
 
Entretanto, outros países optaram por não seguir a suspensão, alguns com posturas mais incisivas e outros de forma mais discreta. Senegal, Nigéria, Índia, Costa Rica, Marrocos, Egito, Turquia, Catar, Emirados Árabes Unidos, entre outros, continuaram adotando o protocolo de tratamento precoce ou mesmo profilático com hidroxicloroquina.

Após inúmeros cientistas, institutos de pesquisa e médicos de todo o mundo questionarem a metodologia e os resultados da pesquisa publicada pela Lancet, conflitantes com suas próprias experiências, verificou-se que o estudo, realizado pela Surgisphere Corporation – uma pequena e até então desconhecida empresa americana que tinha em sua equipe um escritor de ficção científica e um “modelo de conteúdo adulto”–, utilizou dados e nomes fraudados para induzir a conclusão da pesquisa a falsos resultados.

Após duas semanas, a Lancet retirou a pesquisa do ar (IstoÉ: Estudo da revista ‘Lancet’ sobre cloroquina é retirado do ar), publicou uma retratação assumindo a falsidade da pesquisa e pediu "profundas desculpas" (The Lancet: Retratação - Hidroxicloroquina ou cloroquina com ou sem macrolídeo para tratamento de COVID-19: uma análise multinacional de registro).

Os países que mantiveram o protocolo da hidroxicloroquina, mesmo após a recomendação em contrário da OMS baseada na pesquisa fraudulenta da Lancet, seguiram apresentando resultados promissores no combate à pandemia. Em comparação ao Brasil, em número de mortes por milhão de habitantes, esses resultados podem ser visualizados no gráfico abaixo, disponível em www.ourworldindata.com.

 TOGO 

Vamos exemplificar alguns deste países. No continente africano, começaremos falando do Togo. Lá, conforme noticiou a Agence Ecofin, o governo togolês comunicou em 27/05 que continuaria a utilizar a cloroquina. Togo foi um daqueles países que adotaram uma postura enfática na defesa da droga. Na mesma reportagem, um dos membros da Coordenação Nacional de Resposta a Doenças, Djibril Mohaman, também questiona a metodologia e os resultados da pesquisa publicada pela Lancet.


Outro jornal togolês, o Savoir News, repercutiu ainda mais completamente as falas de Djibril. Ele destaca que na publicação da Lancet o excesso de mortes foi atribuído somente à cloroquina, enquanto há outros fatores a serem levados em conta. Continua, dizendo que, lendo a publicação, pode-se depreender que, entre aqueles que não sobreviveram, há relação significativa com “doenças cardíacas, diabetes, problemas lipídicos, consumo de tabaco, obesidade” e diz que “seria paradoxal atribuir tais mortes apenas à cloroquina”. Djibril também destaca outros fatores importantes como o fato de que, para ter resultados eficazes, é necessário administrar a cloroquina precocemente no tratamento, aos primeiros sintomas.





O jornal Togo Business News mostra também outra fala de Djibril no qual ele afirma que, no Togo, “todo mundo já usou cloroquina”, que eles conhecem os efeitos colaterais da droga, que são insignificantes, e, por isso, usarão a cloroquina no combate à Covid-19.


Até 03/08, Togo registrava 976 casos e 19 mortes, segundo os dados disponíveis no site do governo togolês.
Comparando com outros países com números semelhantes, percebe-se um número de mortes muito inferior em Togo, ainda que Chade e Andorra tenham menor número de infectados. 

 MARROCOS 

Sobre Costa Rica e Marrocos, este artigo de 27 de maio já trazia notícias interessantes: Corona: os números incríveis de Costa Rica e Marrocos. Aqui atualizamos os dados.

Neste país do norte da África, o protocolo de uso da cloroquina/hidroxicloroquina foi adotado em 23/03, sendo noticiado pelo L’Economiste em 25/03. Pouco antes disso, o país encomendou todo o estoque de Nivaquine (cloroquina) da farmacêutica Sanofi.


Além disso, em maio, o Morocco World News noticiou o recebimento de 6 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina provenientes da Índia.


Nesse país, dois dias após a suspensão da OMS, em 27/05, o jornal marroquino L’Economiste noticiou a manutenção do uso da cloroquina. Na reportagem, o ministro da saúde, Khalid Ait Taleb, explica os motivos da decisão, afirmando que "a cloroquina está envolvida na inativação viral" e que "o vírus infecta o hospedeiro entrando na célula em várias etapas. Uma das etapas é inibida pela cloroquina". O ministro ainda ressaltou que o tratamento c/ cloroquina estava sendo adotado inclusive por pacientes sintomáticos de Covid ainda sem resultado do teste de virologia, com a consideração da interrupção do tratamento se o resultado fosse negativo. Ou seja, o ministro destacou a necessidade do tratamento precoce e negou descartar o protocolo, com base em dados do país que confirmavam a eficácia do medicamento.


Até 03/08, o Marrocos tinha um total de 26.196 casos e 401 mortes. Em comparação, o Brasil, quando estava na faixa dos 25.000 casos confirmados, já contava 1.532 mortes, quase quatro vezes mais que os índices marroquinos.


O Marrocos, inclusive, recebeu uma matéria elogiosa da DeutscheWelle, em 25/05, sobre as suas estratégias de combate ao Covid. Detalhe: não citaram a hidroxicloroquina em momento algum. 


A matéria abaixo segue a mesma linha. Citam o Egito, Argélia, Marrocos, África do Sul e outros. Os três primeiros utilizam cloroquina/hidroxicloroquina. Em relação à Africa do Sul, ainda não tenho informações. Percebam o malabarismo para não citar a cloroquina.


 GABÃO 

Em 01/04, o jornal Gabon Review noticiou que 3 protocolos terapêuticos haviam sido aprovados no país, um deles sendo a cloroquina, um outro com hidroxicloroquina e higromicina e um terceiro com Lopinavir/Ritonavir.


Em 14/04, a mesma Gabon Review noticiou que dos 75 casos confirmados do país à época, 44 estavam sob tratamento com hidroxicloroquina, mais que o triplo de uma semana antes.


A revista também sugere que, em razão desse número expressivo de casos tratados com o medicamento, o governo parecia ter optado pelo tratamento à base de hidroxicloroquina entre os três aprovados.


Logo em 28/05, três dias após a suspensão da OMS, os comitês responsáveis por elaborar as diretrizes de tratamento da Covid se reuniram e afirmaram que "o Gabão continuará administrando a pacientes que sofrem de Covid-19 o tratamento atual à base de hidroxicloroquina e azitromicina". O conteúdo, disponível no site do governo, também destaca que a medida tem força de lei, com base em uma ordem datada de 06/04, que estabelece as condições para o tratamento de pacientes com Covid.


No mesmo dia, o governo também divulgou em entrevista coletiva que o tratamento à base de cloroquina/hidroxicloroquina continuaria sendo adotado, "tendo em vista o número crescente em nosso país de curas registradas de pacientes sob tratamento com hidroxicloroquina".


Na nota, o governo ainda faz a ressalva de que o tratamento continuaria com cautela, com o protocolo de Lopinavir/Ritonavir sendo uma alternativa, se necessário. E destaca também que nenhum médico relatou morte relacionada à hidroxicloroquina.


Em 03/06, quando a OMS retomou os testes com hidroxicloroquina, os jornais locais – Gabon Review e Gabon Actu – repercutiram a notícia, de forma a mostrar a postura acertada do país.


E antes de comparar os números gaboneses com outras partes do mundo, encontramos no Gabon Actu a reportagem abaixo, que diz que, no Gabão, o protocolo terapêutico, para além do uso da hidroxicloroquina e azitromicina, inclui também zinco e vitamina C.


Até 03/08 o Gabão registrava 7.531 casos e 50 mortes. Em relação a países com números semelhantes, como Finlândia e Haiti, pode-se perceber um número de mortes muito inferior no Gabão.


 CAMARÕES 

Em 02/05, a France24 noticiou que, em Camarões, o protocolo de tratamento do médico francês Didier Rauolt, à base de hidroxicloroquina e azitromicina, havia sido adotado como protocolo de Estado (Obs: a data da imagem é 02/05; o Google, ao traduzir, inverteu a ordem). Na reportagem, há também a informação de que o protocolo fora validado em 9 de abril e para todos os pacientes com exame positivo, dos assintomáticos aos casos graves.


Um mês antes, em abril, já apostando na eficácia do medicamento, Camarões iniciou a produção em larga escala de cloroquina, como noticiou o VoaNews.


Em 29/05, quatro dias após a suspensão da OMS, o Journal du Cameroun noticiou a manutenção do protocolo por parte do país, com uma das fontes que trabalha em um hospital da capital afirmando que "após 10 dias [de uso de hidroxicloroquina] a maioria dos pacientes se recupera".


Aparentemente o jornal não gostou muito da decisão do governo, porque ainda se baseava na pesquisa fraudulenta publicada pela Lancet, que seria revogada poucos dias depois.


Até 03/08, Camarões registrava 17.255 casos e 387 mortes. Em comparação, o Brasil, quando possuía quase 18 mil casos já contava 941 mortos, uma taxa de letalidade muito maior do que a do país africano.



 Guiné 

Em 25/04, o jornal local Vision Guinee noticiou a aprovação do protocolo de cloroquina para tratamento da Covid. A reportagem informa que, além da cloroquina, Guiné validou também o uso conjunto da azitromicina.


Já em maio, mediante a decisão da OMS de suspender o uso da hidroxicloroquina em decorrência do estudo fraudulento publicado pela Lancet, uma reportagem do AfricaGuinee se perguntava se o país seguiria a decisão da França de proibir o medicamento.


Na mesma matéria, o site informa que ocorreu uma reunião do conselho científico para decidir a continuidade do uso ou não, em 29 de maio, e que, enquanto o ministro da saúde do país aguardava a resposta, o uso do protocolo do francês Didier Raoult continuaria em vigor.


Em 31/05, em uma entrevista para a AfricaGuinee, o ministro da saúde do país, Cel. Remy Lamah, reafirmou o uso do protocolo de Raoult e informou que o conselho científico ainda não tinha tomado a decisão sobre a suspensão ou não do protocolo.


Depois destas reportagens, o tema sumiu do noticiário, com a decisão da reunião não sendo divulgada. Porém, em matéria de 13 de julho da mesma AfricaGuinee, sobre a experimentação de novas drogas contra a Covid, o site afirma que o país tem usado hidroxicloroquina por meio do protocolo de Raoult, o que confirma que a decisão da reunião do conselho científico foi por manter o protocolo.


Até 04/08, Guiné tinha 7.489 casos e 48 mortos. Em comparação a países com números similares e até mesmo com números inferiores de infectados, a Guiné revela um número muito baixo de mortos.


Os casos relatados acima são alguns dos exemplos encontrados na África. Vários outros países africanos seguiram o mesmo protocolo e estão alcançando indicadores semelhantes.

Em outros continentes há experiências idênticas. O próximo post de O Blog do Werner abordará países do Oriente Médio que igualmente estão salvando vidas e controlando a epidemia do vírus chinês,  ignorando as orientações da OMS e o lobby da Big Pharma, adotando o protocolo de tratamento precoce com hidroxicloroquina.


Leia também:




*(Baseado em informações compiladas pelo perfil 'Adabadabael Silva' (twitter@adabadabael) e em pesquisas próprias do autor de O Blog do Werner; todos os dados e fontes, disponíveis na internet, foram checados antes desta publicação)