À filha da lua


Parece, às vezes,
que começou ontem,
intenso que é.

Como a fagulha
que o vento assopra
e faz labaredas,
que juntas, em valsa,
se perdem no ar.
Não antes, porém,
de fazer arder
o que na sua volta
houver pra queimar.

Contudo, também,
antigo parece,
profundo que é.

Como o carvalho,
de corpo imponente,
raízes que somem
no fundo da terra,
e galhos que fazem
as vezes de braços,
abertos e fortes,
ansiosos de tanto
querer abraçar.

É estranho, no entanto,
que pareça eterno,
imenso que é.

Tal qual um céu
repleto de estrelas
que fazem cortejo
para a chegada
da lua cheia,
que vem anunciando:
"Está só começando!
O melhor está vindo
e não vai acabar."











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