Para o Ano Novo



Os que não estão comigo agora, desculpem, sinto muito, mas perderam o melhor prato que poderiam ter experimentado para se despedirem do ano que está se despedindo.
Porque se esse ano que se encerra me ensinou alguma coisa, ou me obrigou a aprender, é que me dou bem com as panelas.
E com as pessoas, claro. Porque sem elas as panelas não passam de entulho.
Mas as pessoas que valham a pena.
As que sabem valorizar o que tem diante de si e não só o que conseguem imaginar.
As que antes de tirar já pensam em repor.
As que sabem receber e dar em troca.
As que são leais e, sobretudo, honestas.
As que estão dispostas no bom e no ruim, no melhor e no pior.
As que são, enfim, pessoas. Porque as outras, ah, talvez também não passem de entulho.
Mas com essas, as pessoas e as panelas, não os entulhos, me dou bem. Muito bem.
E com essas é que faremos dos próximos 365 dias um ano memorável.
Porque não será o ano a ser fantástico.
Seremos nós.
Prontos?
Sirvam-se.

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